quinta-feira, 8 de maio de 2014

O Jorge da favela do Rio



O Jorge tinha 13 anos, era mulato, de cabelo curtinho e 1,65 m de altura. Ele morava numa favela do Rio de Janeiro, no Brasil. As casas eram pequeninas, todas juntinhas e feitas de tijolo e telhados de chapa. A miséria estava por todo o lado. Havia crianças sozinhas a chorar nas ruas, sujas, descalças e cheias de fome. Reinava o terror, já que toda a gente tinha medo dos traficantes que moravam na favela.
Um dia de manhã, quando os pais do Jorge foram trabalhar, foram apanhados pelo fogo cruzado entre a polícia e os traficantes. O Jorge correu para a rua e caiu de joelhos ao pé da mãe.
- Mamã, estás bem?- Perguntou à mãe.
- A mamã está ferida... Toma conta dos teus irmãos, meu filho...- Gemeu a mãe do Jorge.
- Tomo sim, mãe, prometo! Vou ver o pai, mamã!- Acrescentou o Jorge.
O Jorge dirigiu-se ao pai:
- Papá! ... Responde papá! - Gritou o Jorge.
Mas não teve qualquer resposta, porque o pai já estava morto.
Nesse dia, o Jorge e os seus irmãos ficaram orfãos, já que a mãe também morreu a caminho do hospital, e foram colocados num orfanato.
O Jorge era o irmão mais velho. Ele cresceu e aprendeu uma profissão no Centro de Acolhimento de Jovens órfãos. Quando fez 18 anos, arranjou uma casinha para alugar com a sua namorada. Quando já estava instalado, foi ao orfanato buscar os imãos e levou-os para morar com ele.
Com o fruto do seu trabalho, o Jorge criou o seu próprio negócio e foi morar para uma casa bem longe das favelas do Rio de Janeiro e os seus irmãos tiraram cursos superiores na Universidade, cumprindo assim a promessa que fizera à mãe antes de ela morrer.
Rafael Rocha

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