sexta-feira, 28 de março de 2014

Edgar,um menino sonhador



Era uma vez um rapaz chamado Edgar.O rapaz vivia em África, numa sociedade muito pobre.
Este rapaz era muito pobre, mas, apesar da sua pobreza, era bastante sonhador.
Uma vez, Edgar sonhou que podia voar e, de outra vez, sonhou que havia construído uma máquina do tempo e uma máquina que dava dinheiro, para que ele deixasse de ser pobre.
Edgar pertencia a uma enorme família, uma família de catorze irmãos, vinte e cinco primos e quarenta e dois pais e mães.
Certa noite, o rapaz sonhador já estava com sono e decidiu ir dormir na sua pequena barraca.
Edgar sonhou que estava no Hawai e que conhecera um palhaço surfista que falava com golfinhos.O palhaço surfista chamava-se Pituxo, Palhaço Pituxo. Pituxo tinha um golfinho de estimação, chamado Tiki. Durante o sonho, o Palhaço Pituxo contou ao Tiki que o rapaz era pobre e que queria muito ajudar a sua família a sair da miséria.
Então, Tiki lembrou-se que havia um tesouro no fundo dos oceanos e, por isso, nadou até ao fundo dos mares calmos e claros como uma nuvem e foi buscar muitas daquelas riquezas para dar ao pobre rapaz.
O sonho de Edgar foi tão realista que, quando ele acordou, foi procurar o tesouro perto do Hawai, com a jangada que construiu sozinho e encontrou-o.

Catarina Gomes


quinta-feira, 20 de março de 2014

Sentimentos…




Sentimentos…


            Era uma vez um rapaz que se chamava Tom. Tinha olhos verdes, cabelo castanho e era alto. Tom, em tempos, tinha tido muitas namoradas e amigos, mas, uns anos depois, na adolescência, ele ficou só, sem amigos, pois eles gozavam com ele, e sem namoradas.
        Até que um dia uma rapariga o foi consolar, dizendo-lhe apenas umas palavras:
            -Essas pessoas têm inveja! Tu és como és e não vais ter de mudar, apenas porque gozam contigo.
            Então, numa certa tarde, ele mostrou-lhes que o que interessava não era a aparência; não era por ele andar sem roupas de marca que deixaria de ser amigo deles.
            E, a partir desse dia, as pessoas deixaram de se preocupar com a aparência pois o que interessava eram os sentimentos expressos por quem tinha um coração puro e sentimental e Tom começou a namorar com a rapariga que mais o apoiou quando ele precisou.





segunda-feira, 17 de março de 2014

Os golfinhos apaixonados



         Era uma vez um golfinho chamado Kiko, que, naquele dia ,nadava pelo mar, triste e sozinho.

         A certa altura, Kiko vê um golfinho - fêmea linda, com as escamas brilhantes, os seus olhos azuis como o céu limpo e brilhante. Kiko sente-se apaixonado.Decidiu ir ter com ela e perguntou-lhe:

           - Como te chamas?

- Eu chamo-me Bia – respondeu ela, envergonhada.

  Ficaram logo amigos e foram nadar juntos, tirando toda aquela tristeza que Kiko sentia.

         Foram meses de amizade e brincadeiras, até que Bia notou que  se sentia apaixonada por Kiko e ganhou coragem e foi  dizer-lhe o que sentia por ele. Kiko mergulhou de alegria no mar limpo e belo como o amor que sentia por Bia.

         Kiko chegou-se junto dela e disse-lhe ao ouvido:

         - Eu amo-te.

         Bia não sabia o que fazer e deu-lhe  um beijo.

         Passaram-se meses daquele lindo amor, até que Kiko apanhou uma doença muito grave.

         Bia cuidou dele até ao fim, sempre com muita mágoa e tristeza dentro de si, pois sabia que iria perder o seu amor.

         A cada dia que passava, Kiko ia desfalecendo e perdendo as forças. Até que um dia  Kiko faleceu. Não havia palavras para descrever a dor que ela sentia.

         Naquele dia, ela estava agarrada a ele, a chorar ,quando viu que ele tinha um bilhete para ela:

“Quando estiveres a ler este bilhete, já estarei lá em cima, no céu. Tu não me irás ver, mas eu estarei todo o dia a olhar para ti. Vais sentir-me  e vais perceber que eu te amo mais que tudo neste mundo. Vou estar sempre a olhar por ti.És a mulher da minha vida e um dia iremos  encontrar-nos. Quero que sejas muito feliz e que nunca te esqueças de que fui o homem que mais te amou… Amo-te… Até breve… “Assinado: Kiko.

         Na manhã seguinte, Bia encontrava-se morta, com lágrimas nos olhos, agarrada a Kiko (que estava falecido).

         Bia ascendeu aos céus e foi ter com Kiko e prometeu-lhe que nunca mais se iriam separar.

         

Beatriz Bargas


quinta-feira, 13 de março de 2014

"Amizade inesperada"


            Numa tarde muito calma e sem nuvens, dois golfinhos irmãos passeavam com a sua mãe. Um deles chamava-se Kiko, o cauteloso, e o outro Piko, o mais brincalhão.
            Os dois irmãos passeavam e decidiram jogar às escondidas. Quando decidiram que era o Kiko a contar, Piko escondeu-se num lugar onde dificilmente o encontrariam… 
Kiko, quando parou a contagem, procurou o seu irmão, mas nunca mais o encontrava. Então, pediu ajuda à mãe porque estava muito preocupado com medo que algo tivesse acontecido ao seu irmão. Kiko e a mãe gritaram várias vezes, perguntando, bastante preocupados:
            -Onde estás Piko? O jogo acabou, já podes aparecer.
            -Anda Kiko. Vamos procurá-lo.
            Kiko e sua mãe, muito preocupados e infelizes, procuraram-no por todo o oceano, mas não o encontraram.
            Entretanto, passada já uma hora do desaparecimento, passou um grupo de tubarões, o que provocou o pânico da mãe de Kiko e de Piko. Correram para se esconderem, mas os tubarões já lhes tinham bloqueado o caminho. Estes, muito assustados, perguntaram:
            -O que querem vocês de nós?
            -Nós queremos ajudar. O que se passa convosco? - perguntaram os tubarões muito curiosos.
            -O meu filho, o Piko, desapareceu e ninguém sabe dele.
            -Nós queremos ajudar. Vamos fazer tudo para o encontrar.
            Foi então que se dividiram em grupos, para explorar o oceano.
            Passado um pouco, já um grupo tinha encontrado Piko, o golfinho perdido, que estava distraído a ver um barco afundado e nem se lembrava de que estava a jogar às escondidas.
            Daqui nasceu uma grande e inesperada amizade entre dois grupos tão distintos. 




Edward Heal

terça-feira, 11 de março de 2014

Num dia de praia...



                Num dia de muito calor, estava Tatiana e Mário na praia com a mãe de Tatiana.
                Ao início, quando chegaram à praia, pousaram as suas toalhas e o guarda-sol e a mãe de Tatiana disse:
                - Meninos, têm que utilizar o protetor solar.
                Tatiana e Mário, responderam em coro:
                -Está bem.
                Quando acabaram de meter o protetor solar, foram a correr e mergulharam na água muito azul, onde ficaram durante vinte minutos.
                Quando saíram, estava um menino sozinho muito triste sentado na areia molhada e Tatiana virou-se para Mário e disse:
                - Vamos ver o que se passa com aquele menino que está muito triste.
                Foram e, quando estavam ao pé do menino, Mário perguntou:
                - Como te chamas?
                - Chamo-me João.
                - E o que se passa? Estás muito triste - disse Mário.
                - Eu estou muito triste porque não tenho amigos para brincar.
                - Podes brincar connosco. Até temos uns pães-de-leite - disse Tatiana.
                E o João agradeceu.
                Depois, João teve que ir embora e Mário e Tatiana brincaram mais um bocadinho até irem embora da praia.
                Quando saíram, cada um comeu um pão-de-leite.
                E assim se passou um dia de praia muito bom.


Mário Dias