sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Viky ,o pequeno golfinho





        Viky era um golfinho muito tímido e ,por essa razão, não tinha muitos amigos. Os seus únicos amigos eram o Caranguejo, o Mexilhão e o Sardinha. 
Viky gostava desses seus amigos ,mas queria ter mais.Então, foi à procura de mais companheiros. 
         Quando voltou a casa, estava com um ar triste, pois todos os outros animais marítimos que encontrara gozaram com ele e deixaram-no sozinho.
          O Caranguejo ,muito preocupado, foi logo ter com o Viky e perguntou-lhe:
         - O que se passa Viky?
         E ele respondeu:
         - Todos os outros animais marítimos não gostam de mim e gozam comigo.
         -Viky, para que queres mais amigos se já nos tens a nós?
         -Tens razão, Caranguejo.Já tenho todos os amigos de que preciso.
         E, desde esse dia,  Viky aprendeu a apreciar os amigos que tem.
         Nesse dia, Viky aprendeu que a quantidade de amigos que se tem não importa; o que importa é que sejam bons amigos.

 João Lopes

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O mundo voltou a florir ...



            Numa pequena aldeia de África chamada  Aksca, vivia, numa casa feita de troncos mal-arranjados, cheios de farpas, com o chão feito apenas de  areia e com o telhado feito de canas, um rapaz muito pobre. Ele era pequeno e muito magro, com olhos azuis, um nariz simples, com cabelo encaracolado e preto. Era  muito curioso e simpático.
            Todos os dias, fazia treze quilómetros a pé, passando por vários rios de lama, por várias florestas e até por vários animais, só para beber um litro de água.
            Certo dia, o rapaz, na sua viagem diária, mais propriamente no seu destino, reparou que não havia animais nem água e interrogou-se, curioso:
               -Porque é que não há água? Como é segue as linhas do rio?
            Após três horas de caminhada, deparou-se com um pequeno dique com cerca de quatro metros e assustou-se porque nunca tinha visto um . A seguir, subiu as margens do rio para ver o que se encontrava do outro lado do dique e viu uma barragem cheia de água.
            Nesse dia, ficou muito pensativo porque não sabia como iria derrubar o muro.      Pensou em pedir ajuda aos elefantes, mas não sabia como eles o poderiam ajudar. Então, decidiu pedir ajuda aos rinocerontes pois eles têm dois cornos que poderiam arrombar com o muro:
   -Sr. Rinoceronte, será que me poderia ajudar a derrubar o muro cinzento que não deixa a água fluir  para junto dos outros animais? – pediu o rapaz.
   -Claro que posso! Será um prazer pelo que fez o ano passado pelo meu filho. - disse o Sr. Rinoceronte .
   Quando é que queres que eu vá?
   -Amanhã, se puder. – respondeu o menino.
               No dia seguinte, o rapaz guiou o grupo de rinocerontes rumo à barragem. Chegados à barragem, os rinocerontes inspecionaram o dique. Depois, tomaram balanço para o arrombar. Mais tarde, já em casa, o rapaz deliciou-se com a água que tinha recolhido da barragem.
              Na manhã seguinte, voltou tudo ao normal e os animais voltaram às suas antigas casas.
              O mundo voltou a florir. 

Daniel Morais

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O golfinho



 

Era uma vez uma menina de cabelos loiros, que brilhavam como ouro e de olhos azuis-esverdeados, como a água do mar que se chamava Mariana.
            Mariana tinha 12 anos, era uma rapariga alta e fazia lembrar uma deusa do mar. Ela vivia com a sua mãe, perto da praia, numa casa de madeira, com um jardim e uma piscina com água do mar.
            Esta rapariga queria muito ter um golfinho para poder brincar com ele na sua piscina. Todos os dias era a mesma coisa:
            - Mãe, porque é que não falas com o tio Bruno, que é pescador, para ele arranjar um golfinho?
            - O tio não pode, filha! E ,além disso, os golfinhos não podem viver em piscinas, eles vivem no mar!
            E todos os dias ela ficava amuada com a resposta da mãe.
            Um dia, enquanto estava a passear na praia, Mariana ouviu o barulho de um golfinho. Parecia que vinha das rochas. Quando ela se aproximou das rochas, viu um golfinho bebé preso nas algas. Naquele momento, Mariana estava perante uma decisão muito difícil. Ela queria ajudar o golfinho, mas o desejo de ficar com ele era mais forte. Então, ela resolveu levar o golfinho para casa. “Ele vai ficar bem! A minha piscina é grande e tem água do mar. Portanto, ele vai pensar que está em sua casa.” -pensou a rapariga.
            Quando a mãe viu o golfinho a nadar na piscina, mandou a filha levá-lo para o mar. Foi, então ,que a Mariana se desfez em lágrimas:
            - Não, mãe! Por favor, não me obrigues a fazer isso! Eu prometo que cuido dele e que não o deixo ficar mal!
            - Pronto, está bem! Mas, quando ele crescer, vai ter que voltar para o mar! Lembra-te disso!
              Passaram-se anos e o golfinho e a Mariana tornaram-se amigos inseparáveis.
               Foi ,então, que chegou o dia da despedida. Mariana já era crescida e, apesar da tristeza que sentia, não chorou quando viu o golfinho a ir embora.
            - Promete que não me esquecerás e que me virás visitar! – disse ela, enquanto o golfinho apreciava os últimos momentos com a sua grande amiga.
            Como resposta, Mariana recebeu um grande salto e um barulho emitido pelo golfinho.

Dina Stratan