Escolhi este poema de Fernando
Pessoa, escritor, poeta e filósofo lisboeta que morreu demsiado novo, com 47
anos, em 1935, na cidade onde nasceu, porque penso que retrata algo por que
todos os humanos passam durante a vida, às vezes mais que uma vez: a mudança.
O poema diz-nos que, por vezes,
quer queiramos ou não vamos ter de mudar. Passamos por mudanças durante toda a
vida. De bebés para crianças, de crianças para adolescentes e de adolescentes
para adultos, uma das fases que nos transforma mais, onde quem realmente somos
vem à superfície.
A mudança ao ínicio pode parecer
assutadora, mas recompensa sempre explorar novos caminhos, sermos abertos a
novas ideias, aprender mais sobre algo de que tínhamos uma ideia errada…
Se nos recusarmos a fazê-la,
podemos ficar à beira de descobrir a nossa verdadeira personalidade, sem
encontrar novos gostos, sem conhecer novas pessoas… E, ao recusá-la, podemos ficar a vida toda
sem saber quem realmente somos.
Esta foi a interpretação que tirei
deste pequeno poema com apenas uma quintilha e uma quadra e nove versos soltos.
E, nestas poucas palavras de
Fernando Pessoa, podemos ler algo por que vamos passar durante toda a nossa
vida.
Vera Luna
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