Era uma vez um
golfinho chamado Kiko, que, naquele dia ,nadava pelo mar, triste e sozinho.
A certa altura,
Kiko vê um golfinho - fêmea linda, com as escamas brilhantes, os seus olhos azuis
como o céu limpo e brilhante. Kiko sente-se apaixonado.Decidiu ir ter com
ela e perguntou-lhe:
- Como te chamas?
- Eu chamo-me Bia – respondeu ela,
envergonhada.
Ficaram logo amigos e foram nadar juntos, tirando toda aquela tristeza
que Kiko sentia.
Foram meses de
amizade e brincadeiras, até que Bia notou que
se sentia apaixonada por Kiko e ganhou coragem e foi dizer-lhe o que
sentia por ele. Kiko mergulhou de alegria no mar limpo e belo como o amor que
sentia por Bia.
Kiko chegou-se
junto dela e disse-lhe ao ouvido:
- Eu amo-te.
Bia não sabia o
que fazer e deu-lhe um beijo.
Passaram-se
meses daquele lindo amor, até que Kiko apanhou uma doença muito grave.
Bia cuidou dele
até ao fim, sempre com muita mágoa e tristeza dentro de si, pois sabia que iria
perder o seu amor.
A cada dia que
passava, Kiko ia desfalecendo e perdendo as forças. Até que um dia
Kiko faleceu. Não havia palavras para descrever a dor que ela sentia.
Naquele dia, ela
estava agarrada a ele, a chorar ,quando viu que ele tinha um bilhete para ela:
“Quando estiveres a ler este bilhete, já estarei lá em cima,
no céu. Tu não me irás ver, mas eu estarei todo o dia a olhar para ti. Vais sentir-me e vais perceber que eu te amo mais que tudo neste mundo. Vou estar
sempre a olhar por ti.És a mulher da minha vida e um dia iremos
encontrar-nos. Quero que sejas muito feliz e que nunca te esqueças de que fui o homem
que mais te amou… Amo-te… Até breve… “Assinado: Kiko.
Na manhã
seguinte, Bia encontrava-se morta, com lágrimas nos olhos, agarrada a Kiko (que
estava falecido).
Bia ascendeu
aos céus e foi ter com Kiko e prometeu-lhe que nunca mais se iriam separar.
Beatriz Bargas
Sem comentários:
Enviar um comentário