domingo, 5 de outubro de 2014

Uma rapariga pretensiosa...




Era uma vez uma jovem chamada Celina, que era bastante arrogante e queria sempre que as coisas fossem feitas à sua maneira (queria que todos ao seu redor fossem condescendentes com os seus caprichos e, quando as coisas não corriam ao seu gosto, fazia grandes escândalos).
Ao fim do dia, após a escola, Celina estava a caminho de casa, quando pisou qualquer coisa estranha, baixou-se e apanhou-a. Era uma lata deformada com um formato muito interessante. Como não dava para ver o fundo da lata, ela decidiu abaná-la para verificar se havia alguma coisa lá dentro, mas não ouviu nada. Então, concluiu que deveria estar vazia. Quando estava prestes a atirá-la para o lixo, reparou que tinha escrito “Abra-me”. Pensou que era uma brincadeira, mas, mesmo assim, continuou com a lata na mão. Quando chegou a um recanto, olhou à sua volta, não viu ninguém e abriu a lata.
De dentro dela saiu uma estranha criatura encantada que lhe disse que tinha direito a um desejo; apenas um. Celina, muito contente, soube imediatamente o que iria pedir.
-Se é assim, quero ter o poder de realizar todos os meus desejos, bastando para isso apontar e pedir.
-Que seja assim, mestre! – disse a criatura, com um sorriso irónico.
Correu para casa, ansiosa por experimentar. Quando chegou a casa, deparou-se com o rapaz por quem estava apaixonada. Então, disse:
-Apaixona-te por mim e nunca me deixes!
 E assim foi, a partir daquele dia nunca a deixou sozinha…

Catarina Veríssimo

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