Era uma vez uma jovem
chamada Celina, que era bastante arrogante e queria sempre que as coisas fossem
feitas à sua maneira (queria que todos ao seu redor fossem condescendentes com
os seus caprichos e, quando as coisas não corriam ao seu gosto, fazia grandes
escândalos).
Ao fim do dia, após a
escola, Celina estava a caminho de casa, quando pisou qualquer coisa estranha,
baixou-se e apanhou-a. Era uma lata deformada com um formato muito
interessante. Como não dava para ver o fundo da lata, ela decidiu abaná-la para
verificar se havia alguma coisa lá dentro, mas não ouviu nada. Então, concluiu
que deveria estar vazia. Quando estava prestes a atirá-la para o lixo, reparou
que tinha escrito “Abra-me”. Pensou que era uma brincadeira, mas, mesmo assim,
continuou com a lata na mão. Quando chegou a um recanto, olhou à sua volta, não
viu ninguém e abriu a lata.
De dentro dela saiu uma
estranha criatura encantada que lhe disse que tinha direito a um desejo; apenas
um. Celina, muito contente, soube imediatamente o que iria pedir.
-Se é assim, quero ter
o poder de realizar todos os meus desejos, bastando para isso apontar e pedir.
-Que seja assim,
mestre! – disse a criatura, com um sorriso irónico.
Correu para casa, ansiosa
por experimentar. Quando chegou a casa, deparou-se com o rapaz por quem estava
apaixonada. Então, disse:
-Apaixona-te por mim e
nunca me deixes!
E assim foi, a partir daquele dia nunca a
deixou sozinha…
Catarina
Veríssimo
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