Era uma vez uma rapariga que vivia com os seus
pais numa casa. Esses pais, sem explicarem, abandonaram-na. Ela foi levada para
uma instituição. Ao fim de algum tempo, veio alguém que até pôs a hipótese de a
adotar. Levaram-na para casa e logo desistiram.
Certo dia, apareceu uma senhora que vivia muito
sozinha e gostava de adotar uma menina para ser sua filha.
No primeiro dia, foram a um restaurante, mas a senhora não
ficou logo com ela. No momento de despedida desse dia, houve choro porque a rapariga pensava que
a senhora não a queria.
Apesar de nessa casa a menina ter feito muitos
amigos e amigas, uns mais velhos outros mais novos, ela não se sentia feliz... Apesar das
brincadeiras, dos jogos e festas que lá faziam, ela queria uma família que a
acarinhasse, que lutasse por ela, pois o maior medo que tinha era ser
abandonada outra vez...
A senhora voltou noutro dia e outros se seguiram.
Conheceram-se.
Quando a menina tinha 9 anos, decidiu adotá-la e levá-la para sua casa.
Todos os dias eram um desafio, tanto para a
menina, como para a senhora, em casa, na escola, na rua e, aos poucos, foram-se
aceitando e conhecendo.
Nanda
Vieira
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