segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O dia da tempestade...

      

             Há muito tempo atrás, havia, numa floresta verdejante, uma casa de madeira, com muitas árvores em seu redor.
             Nessa casa, vivia um jovem com o cabelo preto como o carvão e olhos azuis profundos como o oceano. Vivia na companhia do seu cão branco como a neve.
            Eles viviam muito bem, naquela casinha de madeira, no meio da floresta verde e silenciosa. Viviam eles e os animais da floresta.
            Um dia, levantou-se uma grande tempestade, enquanto passeavam e foram abrigar-se.
            No dia seguinte, foram ver os destroços da tempestade. Havia muitas árvores caídas, ramos no chão e muito lixo que tinha vindo da cidade que havia ali perto. Uma cidade muito grande, com muito barulho e confusão. Todos os dias, ouvia-se o barulho dos carros das pessoas atarefadas para irem pôr os miúdos na escola e, de seguida, metiam-se  no trânsito para irem para o trabalho. Ouviam-se as sirenes dos carros da polícia, dos bombeiros e das ambulâncias; ouviam-se aviões e todos os barulhos que se possam imaginar.
            -Mas que tempestade!- disse um rapaz que habitava na casinha na floresta.
            - Acho melhor voltarmos para casa.- afirmou ele.
            No dia seguinte, foram bater-lhe  à porta.
            -Já vou!- gritou ele.
            Viu quem era e abriu a porta.
            -Bom dia!
            Era um senhor de fato e com um papel na mão.
            -Bom dia.- disse o senhor de fato.
            -Quem é você?- perguntou o rapaz.
            -Sou um Fiscal da Câmara..
            -E o que é que quer?-perguntou o rapaz.
            -Quero saber se os meus homens podem mandar a sua casa abaixo.
            -Mas porquê? - interrogou o rapaz.
            -Para construir uma autoestrada!- disse o senhor de fato.
            -Mas, se for assim, para onde vou?-perguntou o rapaz.
            -Temos umas casas de campo novas no outro lado da cidade e só é possível lá chegar se construirmos a autoestrada!-disse o senhor de fato, muito entusiasmado.
            -Não! Eu vivo muito bem aqui com o meu cão.
            -Pense lá melhor! Isto está tudo destruído!- disse o homem de fato.
            - Não! Uma autoestrada na floresta não! É  muito barulho para os animais da floresta.
            - Uma casinha no campo também é sossegado. Vá lá!-ainda tentou o homem de fato.
            -Não, recuso-me! Eu vivo muito bem aqui e nunca vou sair.
            -Tens razão, rapaz! Convenceste-me com o argumento dos animais.
              Vamos rapazes! Vamos procurar outro sítio para construir  a autoestrada.
            E o rapaz continuou a viver feliz com o seu cão ,na floresta, cujos animais ,certamente, lhe ficaram gratos.
                                                                                                                                                   
Rui  Casacão.
    

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