terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Uma Viagem ao Espaço




            No dia 47 de agosto de 2100, Leonardo, Afonso e Catarina estavam todos juntos na sala de reuniões a falar sobre o que ia acontecer se o planeta Mérvis se afastasse da sua órbita e colidisse com a Terra.
            -Temos de fazer algo em relação a isto!- resmungou o capitão Leonardo, indignado.
            -Teremos que viajar para Mérvis o mais rapidamente possível e afastá-lo com um mega- explosivo!- exclamou Catarina.
            -Concordo plenamente. -disse Afonso.
            O Capitão Leonardo ficou pensativo e disse:
            -Se não o fizermos, milhares de pessoas irão morrer. Por isso, amanhã, partiremos cedo no foguetão que construímos e chegaremos a Mérvis.
            -Sim!-disseram todos em coro.
            No dia seguinte, Leonardo e a sua equipa espacial partiram para Mérvis.
            O Capitão disse:
            -Ninguém pode saber disto. Por isso, não contem a ninguém e não deem nas vistas.
            Os três tripulantes partiram para Mérvis, na esperança de conseguirem salvar a Terra.
            O foguetão era grande e tinha três motores: o central, o frontal e o vertical e podia chegar aos 7750 quilómetros por hora.
            Afonso e Catarina, como eram mais altos e fortes, foram a conduzir, enquanto o Capitão Leonardo verificava os motores, pois era mais esperto.
            A meio da viagem, quando Catarina comia, Afonso perguntou:
            -Aquilo é mesmo uma chuva de meteoritos?
            -Sim! Desvia-te e acelera rápido!- gritou Leonardo.
            Catarina e Afonso fizeram o melhor que puderam, mas, mesmo assim, o foguetão ficou danificado e tiveram de o deixar e continuar a viagem a pé. Puseram os capacetes e seguiram.
            Passadas algumas horas, os três companheiros chegaram a Mérvis, um planeta colorido, cheio de alegria.
            Havia várias rochas e árvores azuis, com uma espécie de fruto tropical.
            Afonso ia à frente pois era mais corajoso.
            -Parem! Estou a ouvir algo a mexer!- gritou Catarina.
            E, de trás de uma rocha, saiu uma criatura verde, com três olhos, uma boca, seis braços e uma grande uma grande orelha.
            E foram aparecendo vários monstrinhos iguais, dizendo:
            -Luano, Luano, eu, Luano.
            Os três amigos ficaram espantados ao ver criaturas daquelas nunca vistas antes e tentaram comunicar com eles.
            -Nós somos amigos! Não vos queremos fazer mal.
            E os monstrinhos responderam:
            -Nós somos Luanos, os habitantes desta grande terra.
            Então, Leonardo e os amigos simpatizaram com eles e andaram a ver as suas casas, atividades e comida.
            Era uma terra muito alegre e colorida e os humanos não queriam destruí-la…
            -Se eles estão tão próximos porquê destruir este lugar maravilhoso? Este pode ser o nosso satélite natural se lhe fizermos umas alterações para não colidir com a Terra.
            Os Luanos concordaram e os tripulantes, contentes, regressaram para casa.
            Quando chegaram a casa, partilharam a notícia com o mundo e todos concordaram.
            Os três tripulantes decidiram mudar o nome para Lua e foi aí que ela nasceu.


Tomás Cunha

 


Sem comentários:

Enviar um comentário