No dia 47 de agosto de 2100, Leonardo, Afonso e Catarina
estavam todos juntos na sala de reuniões a falar sobre o que ia acontecer se o
planeta Mérvis se afastasse da sua órbita e colidisse com a Terra.
-Temos
de fazer algo em relação a isto!- resmungou o capitão Leonardo, indignado.
-Teremos
que viajar para Mérvis o mais rapidamente possível e afastá-lo com um mega-
explosivo!- exclamou Catarina.
-Concordo
plenamente. -disse Afonso.
O
Capitão Leonardo ficou pensativo e disse:
-Se
não o fizermos, milhares de pessoas irão morrer. Por isso, amanhã, partiremos
cedo no foguetão que construímos e chegaremos a Mérvis.
-Sim!-disseram
todos em coro.
No
dia seguinte, Leonardo e a sua equipa espacial partiram para Mérvis.
O
Capitão disse:
-Ninguém
pode saber disto. Por isso, não contem a ninguém e não deem nas vistas.
Os
três tripulantes partiram para Mérvis, na esperança de conseguirem salvar a
Terra.
O
foguetão era grande e tinha três motores: o central, o frontal e o vertical e
podia chegar aos 7750 quilómetros por hora.
Afonso
e Catarina, como eram mais altos e fortes, foram a conduzir, enquanto o Capitão
Leonardo verificava os motores, pois era mais esperto.
A
meio da viagem, quando Catarina comia, Afonso perguntou:
-Aquilo
é mesmo uma chuva de meteoritos?
-Sim!
Desvia-te e acelera rápido!- gritou Leonardo.
Catarina
e Afonso fizeram o melhor que puderam, mas, mesmo assim, o foguetão ficou
danificado e tiveram de o deixar e continuar a viagem a pé. Puseram os
capacetes e seguiram.
Passadas
algumas horas, os três companheiros chegaram a Mérvis, um planeta colorido,
cheio de alegria.
Havia
várias rochas e árvores azuis, com uma espécie de fruto tropical.
Afonso
ia à frente pois era mais corajoso.
-Parem!
Estou a ouvir algo a mexer!- gritou Catarina.
E,
de trás de uma rocha, saiu uma criatura verde, com três olhos, uma boca, seis
braços e uma grande uma grande orelha.
E
foram aparecendo vários monstrinhos iguais, dizendo:
-Luano,
Luano, eu, Luano.
Os
três amigos ficaram espantados ao ver criaturas daquelas nunca vistas antes e
tentaram comunicar com eles.
-Nós
somos amigos! Não vos queremos fazer mal.
E
os monstrinhos responderam:
-Nós
somos Luanos, os habitantes desta grande terra.
Então,
Leonardo e os amigos simpatizaram com eles e andaram a ver as suas casas, atividades
e comida.
Era
uma terra muito alegre e colorida e os humanos não queriam destruí-la…
-Se
eles estão tão próximos porquê destruir este lugar maravilhoso? Este pode ser o
nosso satélite natural se lhe fizermos umas alterações para não colidir com a
Terra.
Os
Luanos concordaram e os tripulantes, contentes, regressaram para casa.
Quando
chegaram a casa, partilharam a notícia com o mundo e todos concordaram.
Os
três tripulantes decidiram mudar o nome para Lua e foi aí que ela nasceu.
Tomás Cunha
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