segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O mundo voltou a florir ...



            Numa pequena aldeia de África chamada  Aksca, vivia, numa casa feita de troncos mal-arranjados, cheios de farpas, com o chão feito apenas de  areia e com o telhado feito de canas, um rapaz muito pobre. Ele era pequeno e muito magro, com olhos azuis, um nariz simples, com cabelo encaracolado e preto. Era  muito curioso e simpático.
            Todos os dias, fazia treze quilómetros a pé, passando por vários rios de lama, por várias florestas e até por vários animais, só para beber um litro de água.
            Certo dia, o rapaz, na sua viagem diária, mais propriamente no seu destino, reparou que não havia animais nem água e interrogou-se, curioso:
               -Porque é que não há água? Como é segue as linhas do rio?
            Após três horas de caminhada, deparou-se com um pequeno dique com cerca de quatro metros e assustou-se porque nunca tinha visto um . A seguir, subiu as margens do rio para ver o que se encontrava do outro lado do dique e viu uma barragem cheia de água.
            Nesse dia, ficou muito pensativo porque não sabia como iria derrubar o muro.      Pensou em pedir ajuda aos elefantes, mas não sabia como eles o poderiam ajudar. Então, decidiu pedir ajuda aos rinocerontes pois eles têm dois cornos que poderiam arrombar com o muro:
   -Sr. Rinoceronte, será que me poderia ajudar a derrubar o muro cinzento que não deixa a água fluir  para junto dos outros animais? – pediu o rapaz.
   -Claro que posso! Será um prazer pelo que fez o ano passado pelo meu filho. - disse o Sr. Rinoceronte .
   Quando é que queres que eu vá?
   -Amanhã, se puder. – respondeu o menino.
               No dia seguinte, o rapaz guiou o grupo de rinocerontes rumo à barragem. Chegados à barragem, os rinocerontes inspecionaram o dique. Depois, tomaram balanço para o arrombar. Mais tarde, já em casa, o rapaz deliciou-se com a água que tinha recolhido da barragem.
              Na manhã seguinte, voltou tudo ao normal e os animais voltaram às suas antigas casas.
              O mundo voltou a florir. 

Daniel Morais

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