Numa
pequena aldeia de África chamada Aksca, vivia, numa casa feita de troncos mal-arranjados,
cheios de farpas, com o chão feito apenas de areia e com o telhado feito de canas,
um rapaz muito pobre. Ele era pequeno e muito magro, com olhos azuis, um nariz
simples, com cabelo encaracolado e preto. Era muito curioso e simpático.
Todos os dias, fazia treze quilómetros a pé, passando por vários rios de lama,
por várias florestas e até por vários animais, só para beber um litro de água.
Certo dia, o rapaz, na sua viagem diária, mais propriamente no seu destino,
reparou que não havia animais nem água e interrogou-se, curioso:
-Porque é que não há água? Como é segue as linhas do rio?
Após
três horas de caminhada, deparou-se com um pequeno dique com cerca de quatro
metros e assustou-se porque nunca tinha visto um . A seguir, subiu as
margens do rio para ver o que se encontrava do outro lado do dique e viu uma
barragem cheia de água.
Nesse
dia, ficou muito pensativo porque não sabia como iria derrubar o muro. Pensou em pedir ajuda aos elefantes, mas
não sabia como eles o poderiam ajudar. Então, decidiu pedir ajuda aos
rinocerontes pois eles têm dois cornos que poderiam arrombar com o muro:
-Sr. Rinoceronte, será que me poderia
ajudar a derrubar o muro cinzento que não deixa a água fluir para junto
dos outros animais? – pediu o rapaz.
-Claro que posso! Será um prazer pelo
que fez o ano passado pelo meu filho. - disse o Sr. Rinoceronte .
Quando é que
queres que eu vá?
-Amanhã, se puder. – respondeu o menino.
No dia seguinte, o rapaz guiou o grupo de rinocerontes rumo à barragem. Chegados
à barragem, os rinocerontes inspecionaram o dique. Depois, tomaram balanço para
o arrombar. Mais tarde, já em casa, o rapaz deliciou-se com a água que tinha
recolhido da barragem.
Na manhã seguinte, voltou tudo ao normal e os animais voltaram às suas antigas casas.
O mundo voltou a florir.
Daniel Morais
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