Era uma vez uma menina de cabelos loiros, que brilhavam como ouro e de
olhos azuis-esverdeados, como a água do mar que se chamava Mariana.
Mariana tinha 12
anos, era uma rapariga alta e fazia lembrar uma deusa do mar. Ela vivia com a
sua mãe, perto da praia, numa casa de madeira, com um jardim e uma piscina com
água do mar.
Esta rapariga
queria muito ter um golfinho para poder brincar com ele na sua piscina. Todos
os dias era a mesma coisa:
- O tio não
pode, filha! E ,além disso, os golfinhos não podem viver em piscinas, eles
vivem no mar!
E todos os
dias ela ficava amuada com a resposta da mãe.
Um dia,
enquanto estava a passear na praia, Mariana ouviu o barulho de um golfinho.
Parecia que vinha das rochas. Quando ela se aproximou das rochas, viu um
golfinho bebé preso nas algas. Naquele momento, Mariana estava perante uma
decisão muito difícil. Ela queria ajudar o golfinho, mas o desejo de ficar com
ele era mais forte. Então, ela resolveu levar o golfinho para casa. “Ele vai
ficar bem! A minha piscina é grande e tem água do mar. Portanto, ele vai pensar
que está em sua casa.” -pensou a rapariga.
Quando a
mãe viu o golfinho a nadar na piscina, mandou a filha levá-lo para o mar. Foi,
então ,que a Mariana se desfez em lágrimas:
- Não, mãe! Por
favor, não me obrigues a fazer isso! Eu prometo que cuido dele e que não o
deixo ficar mal!
- Pronto, está bem!
Mas, quando ele crescer, vai ter que voltar para o mar! Lembra-te disso!
Passaram-se anos e o golfinho e a Mariana tornaram-se amigos inseparáveis.
Foi
,então, que chegou o dia da despedida. Mariana já era crescida e, apesar da
tristeza que sentia, não chorou quando viu o golfinho a ir embora.
- Promete que
não me esquecerás e que me virás visitar! – disse ela, enquanto o golfinho
apreciava os últimos momentos com a sua grande amiga.
Como
resposta, Mariana recebeu um grande salto e um barulho emitido pelo golfinho.
Dina Stratan
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