quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Os golfinhos

Era um dia de verão normal cheio de sol e com um tempo maravilhoso.
Eu ia à praia, em Troia, com a minha mãe, os meus primos, o meu pai e a minha irmã.
Ao chegarmos ao ponto de onde partiam os barcos, vi o mar… Estava azul clarinho e com uma ondulação ligeira. Sentia-se o cheiro a maresia e, ao longe, ouvia-se o bonito som das ondas a rebentar suavemente na areia.
 Embarcámos no ferry grande e verde, com entusiasmo.
 - O que é que vamos fazer primeiro? – indaguei, com ansiedade, ao meu primo Tomás.
 - Jogamos à bola. - sugeriu ele.
 - Boa ideia! – exclamei.
O barco começou a andar, mas, a meio do rio, parou com um enorme estrondo.
Acalmem-se! Não há problema. – tranquilizou-nos o Capitão - Vamos esperar pela guarda-costeira.
Bolas! – pensei.  Lá se foi o dia de praia.
Esperámos um bocado e ,de repente ,começámos a ouvir um som suave e engraçado. Espreitei e vi que eram golfinhos que, a essa hora, costumavam descer o rio.
Estava a ser muito divertido vê-los, pois eles davam saltos, cambalhotas e pareciam estar a rir-se para nós. No entanto, com o entusiasmo, debrucei-me demasiado e caí do barco.
-SOCOOOOORRO… SOCOOOOOOORRO!!! - gritava eu, em desespero.
 Foi então que um golfinho me pôs às suas cavalitas e me levou para Troia. Mais tarde, chegaram os meus primos, a minha mãe, o meu pai e a minha irmã, também montados em golfinhos.
Felizes, agradecemos aos golfinhos. Depois, despedimo-nos, dando-lhes um beijinho no seu focinho molhado.
Assim, graças ao espantoso e inteligente animal que é o golfinho, a minha família ainda conseguiu ter um excelente dia de praia.


Pedro Fonseca

                          

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