Eu ia à praia, em Troia, com a
minha mãe, os meus primos, o meu pai e a minha irmã.
Ao chegarmos ao ponto de onde
partiam os barcos, vi o mar… Estava azul clarinho e com uma ondulação ligeira.
Sentia-se o cheiro a maresia e, ao longe, ouvia-se o bonito som das ondas a
rebentar suavemente na areia.
Embarcámos no ferry grande e verde, com entusiasmo.
- O que é que vamos fazer primeiro? – indaguei,
com ansiedade, ao meu primo Tomás.
- Jogamos à bola. - sugeriu ele.
- Boa ideia! – exclamei.
O barco começou a andar, mas, a meio
do rio, parou com um enorme estrondo.
Acalmem-se! Não há problema. – tranquilizou-nos o Capitão - Vamos esperar pela guarda-costeira.
Bolas! – pensei. Lá se foi o dia
de praia.
Esperámos um bocado e ,de repente
,começámos a ouvir um som suave e engraçado. Espreitei e vi que eram golfinhos
que, a essa hora, costumavam descer o rio.
Estava a ser muito divertido vê-los,
pois eles davam saltos, cambalhotas e pareciam estar a rir-se para nós. No
entanto, com o entusiasmo, debrucei-me demasiado e caí do barco.
-SOCOOOOORRO… SOCOOOOOOORRO!!! - gritava eu, em desespero.
Foi então
que um golfinho me pôs às suas cavalitas e me levou para Troia. Mais tarde,
chegaram os meus primos, a minha mãe, o meu pai e a minha irmã, também montados
em golfinhos.
Felizes, agradecemos
aos golfinhos. Depois, despedimo-nos, dando-lhes
um beijinho no seu focinho molhado.
Assim, graças ao espantoso e
inteligente animal que é o golfinho, a minha família ainda conseguiu ter um
excelente dia de praia.
Pedro Fonseca
Sem comentários:
Enviar um comentário